terça-feira, 29 de setembro de 2009

Analise Filmica



O CONTADOR DE HISTÓRIAS

O Contador de Histórias traz aos cinemas a inspiradora história real do garoto mineiro Roberto Carlos Ramos, tido como irrecuperável - analfabeto até os 14 anos, com mais de uma centena de fugas da FEBEM no currículo -, e do seu encontro com a pedagoga francesa Margherit Duvas, que acrescentou elementos essenciais até então inexistentes em sua vida, como afeto, confiança, esperança.

Baseado em fatos reais. Belo Horizonte, fim da década de 70. Aos 6 anos, Roberto Carlos Ramos já demonstra enorme talento para contar histórias. Caçula de dez irmãos e morador de favela é o escolhido por sua mãe para ir viver numa nova instituição anunciada pelo governo como uma oportunidade para aqueles que viviam na pobreza.

Quem assistiu ao filme O Contador de Histórias, sabe um pouco do assunto de que o filme trata, alguns podem achar que muita fantasia foi vista na tela, que há certa dose de imaginação no enredo. Não é verdade. Ele mostra a carga emotiva que a jornada de Roberto Carlos oferece que é muito bem aproveitada na produção. A trilha musical composta é um ingrediente para causar tal comoção nos espectadores.
Quem não conhece o contexto em que a trama está situada pode achar também que Margherit – papel de Maria de Medeiros– é uma personagem forçada, mas o que acontece é o contrário. Nos anos 1970, os estudos de Piaget faziam a cabeça da grande maioria dos pedagogos. Margherit é um exemplo de profissional que adota fielmente as condutas dessa linha de raciocínio.

A temática, envolvendo o poder da educação e a recuperação de crianças que são dadas como perdidas, é extremamente positiva e só por isso o longa já se justifica. As pitadas de humor bem-dosadas fazem graça com várias situações, desde as ilusões do protagonista, até com o sistema da Febem e outras críticas sociais.

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